Como passaportes e transferências bancárias revelaram esquema de migração ilegal aos EUA

Vereadores Vera Lúcia de Souza Mariano (Republicanos) e Rugle Ferreira de Amorim (PSDB), de Figueirópolis D’Oeste (MT) Câmara Municipal de Figueirópolis D...

Como passaportes e transferências bancárias revelaram esquema de migração ilegal aos EUA
Como passaportes e transferências bancárias revelaram esquema de migração ilegal aos EUA (Foto: Reprodução)

Vereadores Vera Lúcia de Souza Mariano (Republicanos) e Rugle Ferreira de Amorim (PSDB), de Figueirópolis D’Oeste (MT) Câmara Municipal de Figueirópolis D'Oeste O cruzamento de dados de passaportes com informações de brasileiros detidos por entrada irregular nos Estados Unidos levou a Polícia Federal a identificar um suposto esquema de promoção de migração ilegal com atuação em Mato Grosso. Entre os investigados estão os vereadores Vera Lúcia de Souza Mariano (Republicanos) e Rugle Ferreira de Amorim (PSDB), de Figueirópolis D’Oeste, a 380 km de Cuiabá. A investigação resultou na Operação Duas Faces, realizada na última quarta-feira (14). Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além de ordens de bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 1 milhão, expedidas pela Justiça Federal de Cáceres. O g1 tenta localizar a defesa dos parlamentares e entrou em contato com Rugle, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A Câmara Municipal informou que os dois vereadores seguem trabalhando normalmente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 Segundo a PF, o grupo organizava desde a obtenção dos passaportes até o ingresso em território americano pela fronteira com o México. Em troca, os brasileiros faziam transferências bancárias ou passavam procurações sobre veículos, imóveis e outros bens que tinham no Brasil. Como a polícia chegou aos investigados Ao g1, a PF explicou que comparou os dados dos passaportes com os registros de pessoas detidas nos Estados Unidos por entrada irregular. Aproximadamente 150 pessoas ligadas ao grupo foram detidas no país, segundo a corporação. Após esse cruzamento, a investigação avançou para a quebra do sigilo bancário dos investigados. Os policiais identificaram transferências de dinheiro feitas pelos brasileiros que recorriam ao grupo. Também foram encontrados indícios de pagamentos por meio de procurações sobre bens mantidos no Brasil. PF cumpriu mandados contra esquema em Figueirópolis D’Oeste (MT) Reprodução Esses documentos davam aos investigados poderes sobre bens móveis e imóveis dos migrantes. As informações fornecidas pela PF, porém, não detalham quais poderes eram concedidos nem os valores cobrados para organizar a viagem. A PF também identificou indícios de ligação do grupo com outro investigado de São Paulo, que não havia sido localizado até a última atualização desta reportagem. As buscas incluíram documentos dos dois vereadores na Câmara Municipal de Figueirópolis d’Oeste. O material apreendido será analisado para aprofundar a investigação sobre a participação de cada um no suposto esquema. Os envolvidos são investigados pelos crimes de promoção de migração ilegal e associação criminosa.

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