Julgamento Nery: filha de advogado assassinado em MT diz que família segue insegura desde a morte do pai

filha de advogado assassinado em MT diz que família segue insegura desde a morte do pai A filha do advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos, afirmou que a famíl...

Julgamento Nery: filha de advogado assassinado em MT diz que família segue insegura desde a morte do pai
Julgamento Nery: filha de advogado assassinado em MT diz que família segue insegura desde a morte do pai (Foto: Reprodução)

filha de advogado assassinado em MT diz que família segue insegura desde a morte do pai A filha do advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos, afirmou que a família ainda convive com o medo e a insegurança quase dois anos após o assassinato do pai, em Cuiabá. Lívia Nery, que presta depoimento como testemunha de acusação, falou com a imprensa na manhã desta quarta-feira (15), antes do início do júri de Alex Roberto de Queiroz Silva, acusado de ser o executor do crime. Segundo Lívia, o período entre o assassinato e o julgamento foi marcado por apreensão e pela necessidade de proteção policial. "Ficamos por meses sem saber sobre a nossa vida. No início, isso foi realmente desesperador. Quando descobrimos envolvimento da polícia no meio também foi muito complicado [...] acreditamos que essa real tranquilidade vai vir mesmo depois que finalizar todos os julgamentos, na hora que a gente vê que isso terminou", pontuou ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Segundo ela, a família acredita na justiça como um passo essencial para que se recuperem da insegurança desde a perda do pai. "A gente tá muito apreensivo. Esse é apenas o primeiro júri, mas eu espero que tudo ocorra bem [...] Na semana passada, completou dois anos da morte do meu pai, então de alguma forma agora a justiça está sendo feita", disse. Quem são e como agiram os investigados De acordo com a investigação, o assassinato de Renato Nery teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo mais de 12 mil hectares de terras em Novo São Joaquim. O Ministério Público aponta que o crime foi encomendado pelo casal Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi, que teriam pago R$ 200 mil pela execução. Ainda segundo a investigação, os policiais militares Jackson Pereira Barbosa e Ícaro Nathan Santos Ferreira atuaram como intermediários, sendo responsáveis por articular a execução, fornecer a arma usada no crime e intermediar o pagamento ao atirador. Ambos também respondem por fraude processual qualificada e abuso de autoridade, por supostamente tentarem atrapalhar as investigações. Entenda a atuação de cada um: César Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos – mandantes do assassinato; Caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva – atirador; Sargento da PM Heron Teixeira Pena Vieira – intermediador que recebeu dinheiro, arma e contratou o Alex pra fazer executar; PM Ícaro Nathan Santos Ferreira – intermediador que forneceu a arma usada e facilitou a transferência do pagamento; PM Jackson Pereira Barbosa - intermediador que coordenou o crime e realizou pagamentos Advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos Divulgação Assassinato de Renato Nery Advogado é baleado durante atentado em frente a escritório de Cuiabá Renato Gomes Nery foi baleado em julho de 2024, quando chegava ao escritório onde trabalhava, em Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, o atirador já aguardava o advogado no local e fugiu em uma motocicleta após os disparos. Uma câmera de segurança registrou o momento em que Renato caminha até a entrada do escritório, é atingido pelos tiros e cai no chão (veja vídeo acima). O advogado morreu um dia após o ataque. O corpo dele foi sepultado em Cuiabá, na manhã de 7 de julho de 2024. Em março deste ano, a Polícia Civil rastreou R$ 215 mil supostamente ligados ao pagamento pelo assassinato, após quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça. Segundo as investigações, a empresária Julinere Goulart Bastos, apontada como uma das mandantes do crime, fez uma transferência de R$ 200 mil em 4 de março de 2024. De acordo com a polícia, o dinheiro passou por contas de terceiros em uma sequência de movimentações financeiras usada para ocultar a origem e o destino final dos valores. Confira a cronologia abaixo: 4 de março de 2024 – A empresária investigada realizou transferências que somam aproximadamente R$ 200 mil, com valores passando por contas de terceiros 5 de março de 2024 – Parte do dinheiro foi usada para a compra de um veículo no valor aproximado de R$ 115 mil, registrado em nome de terceiro 5 de março de 2024 – Também foram transferidos R$ 40 mil para a mãe de um dos investigados 6 de março de 2024 – O restante do valor foi encaminhado para a conta do próprio investigado 8 de março de 2024 – Foi identificado pagamento direto de R$ 15 mil da suspeita apontada como mandante ao segundo investigado 12 de março de 2024 – Um dos investigados prestou depoimento confirmando a dinâmica do pagamento pelo crime Quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça permitiu rastrear o fluxo financeiro A análise identificou movimentações fracionadas e uso de intermediários, indicando possível lavagem de dinheiro O total rastreado nas movimentações relacionadas ao crime chegou a R$ 215 mil Diante das evidências reunidas, o rastreamento do fluxo financeiro e os depoimentos colhidos, a Polícia Civil concluiu que o caso se trata de crime de mando, caracterizado pelo pagamento para a prática de homicídio qualificado.

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