MPF abre inquérito civil para apurar desmatamento ilegal em assentamento no Pantanal de MT
Parte da área do assentamento Paiol Google maps O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para apurar o desmatamento ilegal de 5,5 hectare...
Parte da área do assentamento Paiol Google maps O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para apurar o desmatamento ilegal de 5,5 hectares de vegetação nativa no bioma Pantanal, ocorrido em um assentamento rural de Cáceres, a cerca de 220 km de Cuiabá. A portaria foi assinada pelo procurador da República Gabriel Infante Magalhães Martins e publicada nesta quinta-feira (25). O g1 entrou em contato com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mas não obteve resposta até ultima atualizaçaõ desta reportagem. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias de MT em tempo real e de graça Conforme a portaria, a investigação tem como base autos de infração e relatórios técnicos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), que apontaram o desmatamento irregular de 5,5246 hectares de vegetação nativa, sem autorização do órgão ambiental competente. A área degradada fica em um sítio localizado no Assentamento Paiol. Segundo o MPF, o caso é de competência federal porque o imóvel está inserido em um projeto de assentamento vinculado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Nesses casos, cabe ao órgão atuar na defesa do meio ambiente e na reparação de danos causados em áreas sob responsabilidade da União. Entre as primeiras medidas determinadas pelo MPF estão: A notificação do proprietário, que terá prazo de 15 dias úteis para apresentar defesa e documentos; O envio de ofício ao Incra para esclarecer a situação do ocupante do lote e eventual autorização para intervenções na área; A possibilidade de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que pode incluir a recuperação ambiental por meio de um Projeto de Recomposição de Área Degradada e Alterada (PRADA). Veja os vídeos que estão em alta no g1